segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

volte, menino imperfeito.



Alô? eu preciso escrever com todas as letras para você entender o quanto quero você aqui, por perto? Acorda, o tempo tá passando, os poemas que você escreveu estão guardados mas a folhas não vão durar para sempre, acorda porque para a gente ter o final feliz tem que correr atrás, tem que chegar no limite, tem que desafiar.
Já ouviu falar em alguma coisa que se ganha nesse mundo de mão beijada? só se você tiver muita sorte para ganhar na mega sena ou o big brother, porque o resto meu bem, temos que correr, temos que dessistir de algumas coisas e definitivamente agarrar outras, temos que dá a cara a tapa, se jogar. Porque ninguém que tenha ficado para história ficou de braços cruzados esperando alguma coisa boa acontecer, ninguém teve a sorte de ter seu nome em um livro ou sua foto em um quadro sem ter feito nada.
E quer saber? se você não se tocar logo que eu estou precisando de um romance vou ter que ir atrás de outra pessoa, mas não esses romances bobos de cinema com palavras bonitas ou coisas que NUNCA aconteceriam na vida real e sim de um romance REAL, um romance que me tire do sério e que me deixe louca, que suma e apareça quando quizer, só para me deixar morta de saudades, preciso de alguém que me faça sofrer mas ao mesmo tempo seja tudo que eu sempre quiz. Por que se for muito quente posso me queimar mas também não quero arriscar me congelar inteira, preciso que seja meio termo, preciso que você apareça agora e diga o quanto sentiu minha falta. E quando disse que era para sumir não quiz dizer que era para sempre, porque preciso que volte ou que escreva.
Você faz muita falta, mesmo com seu jeito ridiculo, você faz falta mesmo que as vezes ache seus poemas muito melosos, você faz falta mesmo com todos os defeitos porque eu amo defeitos e detesto pessoas perfeitas, procuro disisperadamente no meio da multidão pessoas "errantes", procuro porque se encontrar um cara perfeito não ia parar de pensar nos seus inumeros defeitos, porque se meus amigos estivessem felizes e perfeitos o tempo todo eu não aguetaria nem uma semana. Não sei porque mas preciso que volte hoje e agora, porque já faz tempo que você se foi e já não sei mais onde procurar, o defeito dos outros não cabem mais porque só os seus defeitos são bons.
Venha, venha agora, minha mala já está pronta. Me leve para onde quizer, porque serei sempre sua, e quando quizer sumir de novo, pode me deixar em qualquer canto fazendo qualquer besteira mas não esqueça de voltar depois, porque independente do que eu esteja fazendo, nunca vou parar de esperar, só para olhar seu sorriso amarelo e seu cabelo assanhado. Preciso da sua idiotice de menino e da seriedade de homem, preciso que volte logo porque ninguém está dando conta do romance que eu quero estão sendo de mais ou de menos e tenho quase certeza que quando você voltar será meio termo, o meu meio termo, espero que não esteja errada.

ML

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

sorrisos.


Estava aqui pensando, e olhe que tenho feito muito isso nos últimos dias, e pensei o quanto somos tolos. Sim, isso mesmo, somos muito tolos, bobos, idiotas. Ou talvez apenas eu seja assim, mas soa muito melhor quando eu generalizo, fica melhor até para eu falar e não me sentir como uma idiota única e sozinha.
As vezes a gente quer ser simpático demais, feliz demais, "descolado" demais, quer que uma pessoa olhe para você e pense: "aah, é essa pessoa, ela é a pessoa certa", a gente quer ser engraçado, a gente quer passar nossas coisas boas, a gente quer mostrar nosso melhor perfil, nosso melhor lado. Certo dia eu estava pensando, porque sempre respondo "estou bem e você?", eu não estou o tempo todo bem, e mesmo que eu esteja mal sempre respondo a mesma coisa, talvez para não ficar falando da minha vida, talvez para mostrar que estou feliz, talvez pra não dizer que estou pra baixo, talvez só para "mascarar", "maquiar" o que estamos sentindo. É essa nossa mania de querer que as pessoas achem, as pessoas imaginem, que as pessoas pensem e mesmo a gente falando "não tô nem ai para o que estão falando de mim" a gente vive em torno disso, porque a gente não quer afastar os amigos com nosso mal humor, porque a gente não quer gritar com todo mundo porque estamos mal, porque a gente só quer sorrir e dizer: estou bem e você? agente só quer sorrir mesmo que a gente esteja desmoronando, só para as pessoas que você não tem intimidade ou que você só fala oie tchau pensem que você está muito bem e obrigado, só para não magoar os que estão próximos de você descontando nos outros quando estamos nos nossos dias de "abusinho".
Tá, confesso, eu sou assim, eu dou uma de forte mas sou muito fraca e preciso trabalhar isso, mas eu não quero ficar falando que estou mal por isso vou continuar respondendo quw estou muito bem e as pessoas do outro lado vão continuar respondendo que estão bem também e talvez se não fosse essa mania, as pessoas seriam mais livres ou não, talvez falariam mais da sua vida ou apenas lhe compreenderiam mais. Sei que as vezes preciso explodir e colocar tudo para fora, mas ando prendendo tanto isso ultimamente, para agradar os outros talvez, ou só para conseguir encontrar uma pessoa sem que ela veja de cara os meus tantos defeitos.
Quero um sorriso, um sorriso lindo, de uma pessoa, de uma pessoa que me mostre que é diferente e não que apenas fale, quero um sorriso simples de uma criança inocente, mas quero também um sorriso de alguém com malicia, na verdade, quero um sorriso de alguém que conheça o mundo e mesmo assim continue sorrindo como uma criança, quero, quero muito e quero agora, e quero muito mais que essa pessoa esteja sorrindo de verdade não só de boca, mas lá no fundo da alma.

ML

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Tarde de outono.


O vento batia na árvore e as folhas iam caindo na grama, o balanço na rede era constante e meus cabelos estavam do lado de fora quase encostando no chão. E foi ai que me coloquei a pensar o quão estava sozinha a não ser pelo fato da minha cachorra dormindo em cima da minha barriga. O silêncio sempre foi interessante para mim, sempre gostei de pensar o quanto eu estava fazendo coisas certas ou erradas demais, sempre gostei de pensar o quanto tenho amigos verdadeiros e até onde eles iriam por mim, sempre gostei de pensar no meu primeiro amor, no meu primeiro beijo, no meu primeiro cachorro, na primeira vez que bebi, na primeira vez que fugi de casa, na primeira vez que agi como um criança tendo que agir como uma adulta e na primeira vez agi como uma adulta tendo que agir como uma criança, sempre gostei de pensar como foi minha semana, meu dia, minha noite ou minha madrugada, sempre gostei de avaliar o quanto as pessoas me achavam patética, engraçada ou metida, sempre gostei de pensar o quanto sou tímida e ao mesmo tempo extrovertida, quanto sou amiga e ao mesmo tempo chata, sempre gostei de pensar sobre mim e sobre minhas inúmeras idiotices.
Mas ao mesmo tempo gosto do barulho, as vezes eu não quero pensar porque sei que se pensar vou destruir meu dia, minha felicidade ou minha animação. Ao mesmo tempo que meus pensamentos me animam e levantam, as vezes eles me destroem. Por isso preciso sempre de alguém para evitar que eu pense, evitar que eu chore de arrependimento por de raiva por ter feito uma "merda" ou simplismente por não ter feito nada. Quanto mais as folhas caiam mais eu sentia que precisava de alguém, o outono estava ai, na verdade, mais um outono estava ai e não tinha ninguém para eu conversar na minha rede no final da minha tarde de outono, a não ser minha cachorra que não iria me dá ouvidos já que ela estava adorando dormir em cima da minha bariga. Eu queria alguém e queria naquela hora, antes que o sol sumisse no horizonte, antes que a lua aparecesse e os meus pensamentos me enfraquecessem, antes que eu achasse que estava sozinha.
Engraçado, porque eu tinha pessoas à quem ligar, que tenho certeza que se eu falasse: "venha aqui correndo, estou precisando de você", sei que elas viriam, sei que elas largariam tudo e viriam deitar na rede comigo e com minha cachorra e ficariamos jogando conversa fora até anoitecer. Mas eu não queria aquelas pessoas, porque eu sabia que estava faltando algo, eu sabia que estas mesmas pessoas, de noite iam para casa e encontrariam um amor para lhe dá um beijo na testa e dizer o quanto são especiais, enquanto a mim ficaria na frente da televisão ou na cozinha fazendo alguma coisa para esquecer o quanto eu precisava de alguém que me desse um beijo na testa, me chamasse de linda (mesmo eu não sendo tão linda assim)e me falasse o quanto eu sou especial.E eu nem sequer sei se isso é bom, nem sei se é bom porque nunca fiz, não sei se é bom mas imagino que seja ótimo.
Meus pensamentos foram brotando e fluindo e já estava ficando triste, porque eu tinha necessidade de um abraço naquela hora que me fizesse esquecer o mundo, que me fizesse esquecer de tudo e nem precisava ser um abraço, eu podia ouvir sua voz no telefone, poderia receber uma mensagem, poderia receber uma carta, um e-mail ou até um recado na minha página de amigos, alguém em qualquer lugar do mundo poderia fazer isso agora para mim e eu me derreteria como uma manteiga para se ter noção o quanto eu precisava de alguém, nem precisava ser O alguém, bastava ser alguém, bastava ser doce e nem precisava ser tão bonito, bastava existir.
A noite apareceu, amanhã iria começar o inverno, ou qualquer que seja a estação que venha depois do outono, e acabaria de se passar minha última tarde de outono deste ano como as dos outros anos, talvez no próximo ano teria uma companhia para tomar chocolate quente, ou talvez não.

ML

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O senhor.

Aquele senhor estava em pé, parado à minha porta, esperando para entrar na minha casa, e eu estava insegura por não saber quem ele era, de onde vinha ou se era verdade os elogios que diziam a seu respeito, estava insegura porque nunca tinha o visto antes. Mas quando o seus pés tocaram o chão da minha casa senti que nunca mais eu seria a mesma, senti uma paz vinda daquele homem eternamente profunda e queria ficar naquele êxtase para sempre, e ele me afirmou não deixar nunca de ir à minha casa se eu sempre o deixasse entrar e ainda me contou um segredo: todos os dias ele vai na casa de todos, só que alguns não o escutam chamar, outros fecham a porta na cara dele, outros tem medo porque nunca o viram e alguns duvidam que ele esteja lá, mesmo ele estando diante dos seus olhos.
Depois da conversa e do lanche, ele se despediu e disse que no outro dia retornaria, para ouvir o que eu tinha para lhe dizer e me pediu que fosse também a sua casa e levasse amigos comigo para que eles também pudessem conhecê-lo.
Certo dia aquele Senhor decidiu me contar um pouco dele também, ele disse que tem muitos filhos, e um deles estava passando por alguns problemas. Ele me contou que nunca havia impedido que seu filho fizesse nada: deu o livre arbítrio para fazer suas escolhas e assim ser responsável pelas conseqüências, antes que Bruno crescesse ele foi avisado:
-filho, aonde você for, você terá sempre que fazer escolhas, optar por aquilo que você quer e por aquilo que você acha certo.E a vida foi mostrando um leque de coisas boas e que lhe trouxeram sorrisos, a vida colocou muitos ao seu redor mas Bruno ainda estava se sentindo sozinho, e então ele procurou o pai e disse:
- Pai, fiz as escolhas que julguei serem certas e mesmo assim, não estou feliz, deve haver algum problema e então seu pai lhe disse:
- Não filho, não há problema nenhum nas suas escolhas porque você como homem pecador escolheu o pecado para sorrir, mas depois o mesmo te enfraquece e entristece, olha para o lado e se tiver alguém a quem você possa chamar de amigo, confia nele as tuas angustias, se não encontrar volta aqui e eu te ajudarei.
Até que o senhor disse que seu filho não havia achado nenhum amigo a quem pudesse confiar suas angustias e chorou, mas ele estava lá para colocá-lo sob o colo e mostrar-lhe vários amigos que estavam ali mesmo, na sua casa, festejando. E ele disse ao seu filho:
- Olhe para essas pessoas e se você encontrar alguém lá fora mais feliz do que eles, então é porque estará mentindo, porque dentro da minha casa nenhum filho sofre, porque embaixo das minhas asas ninguém fica desprotegido ou inseguro, porque nenhum dos MEUS precisam ter medo e se você encontrar algum mais feliz que estes, me mostre porque ele estará mentindo, me mostre porque quero a ele também, quero TODOS dentro da minha casa, quero todos amigos uns dos outros, quero todos como meus filhos, quero que criem laços, quero que produzam frutos e quero que no final olhem para mim e digam que são felizes.

ML


“ Não foram vocês que me escolheram, mas sim eu que vos escolhi e enviei para produzirem muito fruto” João 15,16

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A fé no fim do túnel.



Mas quando a gente tem fé parece que tem alguém que segura nossa mão, parece que você tá saindo daquelas nuvens de fumaça onde está um caos atrás de você e mesmo assim você sai de cabeça erguida e intacta, parece que algo te dá esperança, segurança, parece que nada vai te decepcionar e muito menos machucar.
A um tempo atrás eu pedi a DEUS que ele me desse fé, uma fé viva, uma fé nova, eu pedi fé porque me achava fraca, achava que não podia crê como alguns, pensava que não merecia ser filha de Deus, sendo tão cheia de pecados. Mas ouvi dizer que ELE quer os pecadores, ouvi dizer que ELE reaviva a chama em qualquer coração, ouvi dizer que ELE faz milagres, ouvi dizer que ELE conhece como ninguém cada dor, cada dúvida por mais fútil que ela seja.
Eu ouvi uma pergunta e vi logo em seguida alguns levatarem as mãos quando um homem perguntou: "Quem já sentiu o Fogo do amor de DEUS no seu coração?" e as pessoas a minha volta choravam e levantavam as mãos e eu só pedia para sentir também, pedia para sentir a presença dele, pedia para esquecer tudo e todos e acreditar que se eu realmente calasse eu ouviria sua voz. Meus olhos estavam fechados e isso aconteceu automaticamente e eu senti um arrepio no meu corpo e me perguntei: "É você quem está ai? se for, usa-me, pois quero ser usada, "da maneira que te agrada, em qualquer hora e em qualquer lugar, eis aqui a minha vida, usa-me Senhor", mas eu não conseguia sentir mais nada e me senti triste e ao mesmo tempo incapaz de encontra-lo, será que é tão dificil ter Fé? ouvi de outro homem que a fé é um DOM. Mesmo naquele momento eu achando que ELE tinha ido embora e estava com aquelas outras pessoas que também imploravam seu amor eu deveria saber que ele estava comigo, porque ele estava.
Mas por incrivel que pareça eu não encontrei com Deus na igreja, encontrei quando estava diante de um lago de águas escuras e não podia ver nada dentro d'agua, só podia ver o reflexo do que estava fora e eu tinha medo de colocar meus pés lá dentro porque não conhecia o lago e muito menos sabia o que tinha dentro, como eu poderia saber se era seguro? eu olhei para a superficie e as nuvens brancas refletiam, como poderia aquele lago refletir o céu e embaixo haver uma coisa ruim? a Fé me fez fechar os olhos, acreditar que mesmo insegura eu não deveria ter medo, porque DEUS estava comigo e foi nessa hora que eu senti ele segurando minha mão, foi nessa hora que eu percebi que eu não posso me sentir sozinha porque eu nunca vou está, eu não posso me sentir fraca porque ele me faz FORTE, ELE me faz confiante, me faz acreditar no que até à alguns dias eu achava que não aconteceria, agora não tinha como haver mais dúvida ele não me deixaria entrar no lago escuro se não fosse para o meu bem, e mesmo que alguma coisa ruim acontecesse ele me ajudaria a sair, eu tenho mais certezas agora, parece que estou flutuando sob o lago.

ML

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ARVOREI!

Uma das coisas que eu acho fascinante em Jesus, é a capacidade que ele tinha de encontrar no meio da multidão, pessoas.
Ele era capaz de reconhecer em cima de uma árvore um homem, e descobrir nele um amigo.
Bonito uma amizade que nasce a partir da precariedade, quando você chega desprevenido, o outro viu o que você tem de pior, e mesmo assim, ele se apaixonou por você. Amor concreto, cotidiano, diário.
Jesus se apaixonava assim pelas pessoas e as tornava suas amigas. As trazia para perto Dele.
É fascinante olhar para a capacidade que esse homem, que esse Deus tem, de investigar a miséria do outro e encontrar a pedra preciosa que está escondida. Isso é Páscoa, isso é ressurreição. É quando no sepulcro do nosso coração, alguém descobre um fio de vida, e ao puxar esse fio, vai fazendo com que a gente se torne melhor.
Não há nada mais bonito do que você ser achado quando você está perdido.
Não há nada mais bonito do que você ser encontrado, no momento que você não sabe para onde ir e não sabe nem onde está...
O amor humano tem a capacidade de ser o amor de Deus na nossa vida por causa disso: porque ele nos elege!
Por isso que é bom termos amigos, porque na verdade, as pessoas amigas antecipam no tempo, aquilo que acreditamos ser eterno...
Quando elas
Por isso agradeço muito a Deus pelos amigos que tenho. Pelas pessoas que descobriram no que eu tenho de pior, uma coisinha que eu tenho de bom, e mesmo assim continuam ao meu lado, me ajudando a ser gente, me ajudando a ser mais de Deus, ajudando a buscar dentro de mim, a essência boa que acreditamos que Deus colocou em cada um de nós.
Ter amigos, é como arvorear: lançar galhos, lançar raízes... Para que o outro quando olhar a árvore, saiba que nós estamos ali...Que nós permanecemos para fazer sombra, para trazer ao outro, um pouco de aconchego que ás vezes ele precisa na vida...

ARVOREIE! CRIE ÁRVORES! SEJA AMIGO.

PADRE FABIO DE MELO

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Utopia



Disseram-me que eu deveria acreditar naquilo que eu pudesse ver, sentir, tocar ou entrar em contato. Disseram-me que contos de fadas não existem, que amor a primeira vista é ilusão e que não deveria conversar com desconhecidos. Disseram-me que animais não falam, fadas não existem e papai noel também não.
Certa vez quando eu era criança, na vespera de natal, havia um presente embaixo da minha cama e um pedaço de algodão e disseram-me que o papai noel havia passado por ali, só que alguns anos depois disseram-me que já era uma mocinha e não deveria acreditar nessas coisas. Certo dia um dente de leite caiu e disseram-me que se eu colocasse debaixo do travesseiro a fada do dentre traria uma moeda para mim. Mas quando meus dentes de leite acabaram, disseram-me que ela não existia e quem colocava as moedas era uma pessoa comum.
Fui crescendo e aprendendo que tudo que me disseram era mentira, que não passava de utopias da primeira fase da minha vida. Percebi também que eu não fui a única a ser enganada, afinal, todos os meus amigos ouviram as mesmas histórias e descobri que mesmo que tudo aquilo fosse mentira era muito bom quando eu acreditava que tudo aquilo era verdade, afinal eu ganhava presentes, moedas, ovos de chocolate, conhecia mundos, falava com minhas bonecas e descobria as mais lindas coisas da vida. E como num passe de mágica disseram que eu estava vivendo uma mentira, que tudo que eu acreditava até ali eu não podia ver porque simplismente não existia.
E tudo com uma naturalidade tão humana que acabei aceitando sem nem achar ruim ou fazer cara feia. Quando estava mais velha, entregaram-me livros e disseram-me que eles eram muito bons e neles haviam histórias de mundos que não conhecemos, seres que não conhecemos e animais que falam, neles haviam as mais belas histórias com vilões e princesas e fui devorando-os para conhecer cada uma delas e percebi que elas tinham uma pitada da surrealidade e acreditei que quem escrevia tudo aquilo deveria ter visto algo, ou pelo menos sentido.
Acreditei que as utopias que afirmaram ser mentiras não poderiam ser mentiras para quem escrevia aqueles livros, eles concerteza viram no silêncio dos seus corações cada traço dos seres mais irreais possiveis, e preferiram escrever histórias imáginarias a serem tachados de loucos.
Mas o que é verdade afinal? Quem está mentindo? os livros ou os homens? claro que todos acham mais fácil dizer os livros, para não contráriar o que já foi implantado na nossa cabeça. Mas quer saber? pode ser que existam outros mundos surreais, que existam fadas, animais que falam, pessoas com o coração mais puro e com asas, podem existir seres inimagináveis para o homem mas não acredito que tudo era mentira, se não de onde surgiriam essas histórias? Bem, dentro de mim possuem vários mundos e costumo sempre vista-los e me transformar no que eu quizer. E quando volto, estou muito mais em paz, porque a utopia mais verdadeira que existe está no seu coração e ninguém alem de você mesma pode destrui-la.

ML

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Arrisque-se.


E quando a gente menos espera, pronto, o sonho foi embora. E tudo porque a gente descuidou um pouquinho, pensou que havia tempo, que ia tudo dá certo, que Deus ia fazer tudo por nós, que se a gente deitasse na cadeira de balanço e esperasse o sonho ia se realizar. Pior é quando, a gente acredita que ele vai se realizar e ainda luta para que isso aconteça e dá de cara com a tal da vida que diz: "ei, no meu mundo as coisas não são tão fáceis! Volte e começe de novo, pode tentar mais. Quebrar a cara mais do que já quebrou e dai sim te dou o que você precisa". Bom é quando ela dá essa segunda chance, e quando nem isso ela dá? Deve ser porque ela é má ou talvez nem seja isso, afinal tem tanta gente que tá sempre sorrindo por ai. Ai surge aquele velho pensamento "isso só acontece comigo".
Não adianta. Quanto mais a gente tenta entender com mais raiva fica. Nem adianta vir com "porque eu não sou fulano de tal?" ou "porque eu não tenho essa sorte?" a gente nunca vai entender mesmo. Nunca vai entender porque nasceu com o nariz grande ou a boca pequena, nunca vai enteder porque nasceu com os dois de uma vez só. A gente nunca vai entender porque o outro tem sempre mais.
Na verdade o que a gente precisa entender mesmo é que nada tem explicação, as coisas tendem a acontecer e pronto. E se você não tentar nunca vai saber se vai dá certo, mesmo que as vezes você tente muito e depois dê errado, afinal se fosse para a gente acertar tudo sempre a gente não ia tá nesse mundo todo errado, se fosse para a gente saber o que ia dá certo seriamos videntes e ganhariamos dinheiro com isso, se fosse para não errar a gente não deveria nem tentar, mas a gente tem que assumir os riscos, sentir os medos, os arrepios,as indecisões e no final se desse tudo certo a gente poderia dá aquele sorriso de alivio e ao mesmo tempo de conquista. Então quer saber? arrisque-se, dê a cara a tapa, feche os olhos e faça o que o seu coração quizer fazer mesmo que depois você se arrependa, escolha sempre o que for melhor para você e se depois der errado, tente de novo ou tente outra coisa, mas por favor não deixe de tentar.E não demore muito, se não o sonho vai embora sem nem você perceber e pronto não dá mais tempo de pega-lo. E por fim, não esqueça: "Opte por aquilo que faz seu coração vibrar, apesar das consequências".

ML

Heart


Como um final de tarde na praia nosso coração se acalma, deixa da eufória da noite, da preguiça da manhã e da rapidez da tarde. Nosso coração está acostumado a sofrer e se alegrar constantemente, ele tem que se adaptar as situações muito rápido, ele tem que segurar nosso edificio inteiro para não derramarmos lágrimas em vão.
E com essa vida conturbada onde as pessoas geralmente entram e saem constantemente sem sequer justificar a saída ou dizer se vão voltar, temos que usar os mais inesperados artificios para enganar aquele que acelera de alegria ou de nervosismo e que só falta parar quando o machucam.
E é nesse vai e vem emoções que a gente acha uma pessoa para cuidar do nosso coração quando ele está inquieto, quando ele está ferido, quando ele está achando que ninguém vai voltar. Quando a gente acha e estou falando que por mais que demore esse encontro é inesquecivel, por que essa PESSOA ou SER que está nos rodeando o tempo todo passa a nos colocar no colo e nos alinhamos perfeitamente em cada traço, como uma criança no colo da mãe, ELE passa a interceder em cada dia em que trocamos a noite pelo dia, ele passa a cuidar e com um amor indescutivelmente idescutivel ele mostra que com ELE a gente aprende que tudo tem um motivo e o maior deles é que antes de qualquer pessoa que faça nosso coração se rachar ELE estará sempre em primeiro lugar e nunca decepionará.

ML

sábado, 11 de setembro de 2010

O romance.


Na verdade tentei entender o porquê desde o primeiro dia, afinal, não era a pele porque a cor dela era comum em tantos outros, não eram os olhos, porque eles eram da cor dos meus e os meus não tinham efeito nenhum em mim mesma, não eram teus cabelos brilhosos porque já tinha visto algum mais brilhoso que os teus, não era tua boca porque eu já havia desenhado algo semelhante em meu sonho.
Você era totalmente normal e também era previsivel como os outros homens, mas você fez eu me arrepiar, fez meu coração saltar e meu sangue corre muito mais rápido nas veias, você fez meus instintos ficarem abalados e minhas pernas tremerem, você fez meus olhos brilharem e algo dentro de mim pulsar tão extremamente rápido que tive medo de me aproximar e denunciar aquelas multiplas sensações.
Até o meu instinto gritou com medo de tudo aquilo, mas ele gritou porque eu pedi que ele fizesse isso, eu pedi que ele gritasse quando o perigo estivesse próximo, o perigo de mais uma vez errar, o perigo de um romance que eu já tinha certeza que não existia, antes mesmo de começar. Tentei freiar, tentei controlar todas aquelas reações ao mesmo tempo e deixa-los em perfeita sincronia novamente, mas como em todos os romances e histórias de amor aquilo não iria acontecer, mesmo que eu tentasse não ver, era isso, eu estava ficando louca por você, não de primeira mas depois das segundas, terceiras e décimas vezes em que encontrei teu olhar.
Claro que o tempo ensina a gente a esquecer mas depois de alguns outros olhares e sorrisos eu percebi que não havia como eu negar o que estava diante dos meus olhos: era tua pele e ela não era igual as outras era diferente por ser sua e pelo poder que o cheiro dela tinha sob mim, eram teus olhos loucos e santos que me faziam imaginar todas as coisas que se passavam em sua cabeça com apenas alguns segundos, eram teus cabelos porque eles brilhavam muito mais na luz do sol e caiam sob os teus olhos à noite e por fim era tua boca, ela sim eu já havia sonhado, mas nada se comparava ao gosto dela quando ela tocava meus lábios. Hoje, só posso me desculpar, por meus instintos terem falhado e não ter visto antes que você se tornaria o romance certo, o romance ideal para mim, o romance inesquecivel.

ML

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Epitáfio

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
Até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos

Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe a alegria e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr

titãs.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Deixe-me ser!


À alguns segundos de descer daquela montanha russa enorme em uma velocidade que eu nem sabia qual era, eu me perguntei: "o que é que eu estou fazendo aqui, mesmo?". Essa é nossa mania, não sei se de todos mas enfim pelo menos minha é. E lá vou eu adicionar mais uma a minha lista de manias.
Mas porque eu não dessisti de ir quando estava na fila? Vendo aquelas pessoas sairem dali enjoadas, com os olhos arregalados ou rindo com os amigos dizendo que morreu de medo. Na verdade porque mesmo eu entrei na fila se eu tenho pavor a montanha russa? Porque mesmo eu sentei naquele carrinho se eu estava tremendo tanto que não conseguia nem pensar direito?
Sabe o que é? a gente é assim e mais uma vez repito que não estou generalizando. Não importa se a gente tá sozinho ou tá com muita gente, se a gente tá com medo a gente vai em frente para enganar a todo mundo e até nós mesmos de que não sentimos medo. É assim quando a gente tem medo de aprender a dirigir, as pernas tremem a gente a apaga o carro umas vezes mas não dessiste, mesmo que o nervosismo grite para que você faça isso. É assim quando a gente tem que fazer uma apresentação em público morrendo de vergonha mas fingindo que é a pessoa mais dessenrolada do mundo, é assim quando a gente vai para uma entrevista de primeiro emprego onde até a mesa está tremendo junto com você mas você sorri e age como se fosse a pessoas mais tranquila e controlada possivel. É assim quando a gente chega em um lugar que não conhece ninguém mas dá uma de simpática para se inturmar.
Já é uma dura rotina ter que fazer todas as coisas que nossos pais querem e depois fazer de tudo para ter amigos para não ficarmos sozinhos e depois fazer de tudo para não desagradar o patrão, depois fazer de tudo para agradar o marido e depois fazer de tudo para educar os filhos e depois fazer de tudo para ir pro céu... ainda temos que fazer de tudo para não ter medo ou fingir que eles não existem. Por que se não fingirmos não conseguimos o emprego, nem a apresentação em público, nem a carteira de motorista nem se inturmar com desconlhecidos. E a gente tem que viver para agradar, para não ter medo, para ser forte, para ser corajoso, para ser tudo que a gente puder ser e que agrade os outros.
Mas quer saber? eu sou fraca. Eu tenho medo, e as vezes eu saio correndo, eu me escondo eu choro e faço como um criança faria, eu rezo e peço que Deus faça com que eu perca aquele medo. Eu me enrolo na minha cama e esqueço que alguém precisa de mim lá fora, porque as vezes a gente tem que lembrar que antes de tudo nós precisamos de nós mesmos. Quer saber? eu admito eu não sou corajosa, simpática, agradavél com meus pais e amigos o tempo todo, e tudo em consequência da minha fraqueza, por que as vezes a gente precisa respirar, a gente precisa dizer: espera,"te deixo ser, deixe-me ser então!". E isso se faz para aqueles totalmente próximos como aqueles que você acaba de conhecer. Deixe suas pernas tremerem e ria disso, deixe a fala faltar e ria disso também, deixe o medo te sufocar e se você não quizer enfreta-lo naquela hora, deixe para depois, seja como quizer mas não deixe nunca de ter medo mas também, por favor, não deixe eles serem maiores que você.

ML

domingo, 5 de setembro de 2010

Mania de pensar.



Não adianta. Quando a gente para e pensa, sempre tem um sentimento que nos inquieta. Não adianta, é só deitar, é só sentar, é só parar, é só pensar e eles vem nos invadir, alguns dias concerteza bem mais forte que outros. Mas sabe de uma coisa? quando a gente não tá parado a gente esquece, quando a gente tá com alguém a gente esquece, quando a gente tá em movimento(e quando maior for esse movimento melhor) a gente nem sequer lembra que alguma coisa nos machuca.
Basta ter um amigo, um namorado, um irmão, um cachorro ou um papagaio, qualquer um nos faz esquecer. Porque o que a gente precisa mesmo é de vida, a gente precisa mesmo é de qualquer coisa que faça a gente falar ao invés de pensar, porque nossos pensamentos tem a mania de nos trair, eles tem a mania de questionar o porque de tudo e nos deixar tristes, eles tem a mania de ver coisas que você não precisa ver e que só vê se parar pra reparar, nossos pensamentos são incertos e nos devoram se formos fracos, mas a gente nunca está só. Geralmente quando a gente tá feliz em está com alguém, a gente nem lembra de pensar, só quer está ali e ali e pronto, mais nada importa.
Um dia eu decidi parar com essa terrivel mania de achar que tudo tá errado e agir um pouco, parar de tentar entender e passar a ser, eu perdi a mania tão rápido que hoje esqueço que tenho que pensar nas consequências antes de fazer. Decidi que sempre vai ter duas saidas e no final a gente não pode voltar para o começo mas pode como dizem "podemos fazer o nosso final".

ML

Dias da semana.


Segunda-Feira concerteza é o dia da preguiça, mesmo que a gente não tenha feito nada no final de semana é o famoso dia da semana que TODOS queriam mesmo era não fazer nada. Mas se o final de semana fosse até a segunda a terça-feira tomaria levaria essa fama.
Terça-feira, é só mais um dia da semana, corrida pra uns e bem lenta pra outros.
Quarta-feira, aaah, o meio da semana! dia de abrir as janelas e deixar a luz, o vento e até os insetos entrarem, dia de se permitir, dia de sorrir, dia de escrever(mesmo que você não goste de fazer isso). Talvez a quarta nem seja isso tudo, mas deveria ser, e não só mais um dia da semana.
Quinta-feira, coladinha com a sexta, está que está coladinha com o final de semana. Quinta-feira é dia de resolver as coisas, dia de colocar as coisas em dia, de estudar, de trabalhar muito, de ralar. De fazer tudo que dá pra fazer para não deixar nada pra sexta.
Sexta-feira, dia de sair a noite com os amigos, de dormir na casa de alguém, de assistir filme, de ficar conversando besteira, de dançar,de descansar depois da semana cansativa, dia de gastar todas as energias ou de economiza-las para o sábado.
Sábado, dia da Feira. Dia de comprar o que falta, encher o armário, ir no salão, dia de ir as comprar e gastar o que você passou um mês pra conseguir, dia de guardar os livros e troca-los por revistas de fofoca, dia de se divertir, extravassar, deixa as preoucupações de lado. Dia de se preparar para o domingo.
Domingo, dia de dormir até tarde, de ir na igreja, de pensar na vida, fazer as contas, assistir um filme, ficar só ou com muita gente. Domingo é dia mesmo de "se juntar", juntar todo mundo que correu ou não fez nada na semana e comer muito, falar alto, falar dos outros e de si mesmos, dia de dormir cedo e começar tudo de novo.
E lá vai começar a semana toda de novo. Na mesma ordem ou não, a semana é sua e você usa como quizer. Mas por favor não a disperdisse,"não deixe nada pra semana que vem, pois semana que vem, pode nem chegar".

ML

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

o homem chamado sonho.


Supus que já tinha acordado pelo clima quente que me fazia suar, as pessoas não soam nos sonhos. Então provavelmente eu estava acordada. Estava cansada daquele sonho, correndo desesperada para alguém me ver e ninguém sequer sabia da minha existência. Isso doia e muito, e não podia nem ligar para alguém e dizer aquilo porque parecia que ninguém me ouvia também. A agustia me dominou e meus olhos se encheram de lágrima, mas não deixei elas descerem pelo rosto e denunciar nenhum sinal de tristeza, o que poderia ser coragem ou força, mas não era, só uma pincelada no meu coração.
Essas coisas costumavam acontecer comigo e mesmo que eu tentasse passar a borracha, ela não apagava nada porque tudo estava de caneta e não tinha como passar um corretivo sem deixar a marca no papel.
Uma outra noite eu tive um sonho bom e acordei sorrindo, mas hoje eu estava soando e era um sonho frio, sentia arrepios e medo de que aquilo se tornasse verdade. Queria ter alguém para conversar mas as pessoas estavam todas acompanhadas ou destraidas ou simplismente não queriam me ouvir e eu só podia aceitar. Mesmo que eu fizesse uma loucura para sorrir a noite toda a cama me lembrava o vazio do meu coração, minhas mãos lembravam o vazio e a necessidade de outras mãos, meus olhos gritavam pedindo olhares, meu celular vibrava com necessidade de ligações e principalmente meus lábios pediam beijos que chegassem de manhã, de tarde e de noite, na esquina, na parede ou na estrada, na mesa, no carro ou na cama eles só queriam o mais leve toque que não durassem apenas uma noite.
O senhor sonho costumava me lembrar sempre que eu estava triste ou me mostrar uma coisa muito boa para eu passar a semana imaginando e depois perceber que não passou de um sonho. E fui caminhando tentando sempre escoder que eu não estava triste e mesmo que eu tentasse desfarçar e enganar a todos, meu coração sabia que estava faltando algo.

ML

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A doce voz.


Algo me irrita em você. Na verdade, você me irrita como um todo, de uma forma geral, me tira do serio. Queria poder definir tudo isso, mas minha mente perde a lógica quando eu te vejo, não só pelas suas idiotices mas porque sua voz me deixa meio tonta.
Lembro quando liguei para você pela primeira vez por engano, e passei algumas horas pensando na sua voz linda, forte, que não era grossa muito menos fina, era voz de homem com um toque de menino, voz doce. Você me deixou meio boba, ora veja só, dizendo que uma voz é doce, como pode? Por sua culpa passei a reparar nas vozes no telefone, a reparar nos momentos em que elas falham, no momento em que elas mentem, passei a perceber as vozes em geral e nenhuma era igual a sua, por que sem explicação nenhuma sua voz era totalmente diferente de todas as outras.
E por questão de dias reconheci ela pessoalmente, eu havia desenhado cada traço seu nos meus sonhos, sua voz me fez imaginar cada detalhe do seu rosto que deveria ser perfeito. E quando desconfiei que era você ali tão perto e ao mesmo tempo tã londe de mim eu não sabia o que fazer, afinal muito provavelmente depois de ter desligado o telefone no dia em que eu te liguei pela primeira vez sequer pensou em como minha voz era bonita,aliás deveria ser ridicula comparada com a sua. E ficou um quê de dúvida no ar, em como eu faria para chamar sua atenção. Eu já havia salvo seu número no meu telefone e no lugar do seu nome (que eu não tinha a minima ideia de qual seria), salvei: "VOZ". Peguei meu celular e liguei de novo, e com N ideias do que eu iria falar, tive que inventar uma coisa ridicula para te ouvir de novo, e falei: "ã, é do celular da Marcella?" você disse:"de novo? você já me ligou perguntando isso, acho que lhe derão o número errado".
Enquanto eu ouvia aquele misto de suavidade e grosseria eu o observava, e ele nem imaginava que eu estava fazendo isso. "Desculpe" disse mais uma vez e quando ia desligar ele falou:
- EI!
- oi?
- você é a menina que está a uns 10 passos de mim agora mesmo, segurando um celular branco ?
- eu? não! claro que não, nem sei onde você está!
- é você, estou lendo seus lábios.
E a partir dai começou (o que deveria ser um momento lindo) uma primeira briga. Por que simplismente você não poderia ser educado não é mesmo? Na verdade não sei porque liguei novamente, seria muito melhor se eu continuasse te imaginando perfeito nos meus sonhos com sua voz totalmente perfeita. Mas você fez o favor de estragar tudo, ou eu, quando decidi ligar, mas o mais culpado foi você por ser um sem educação.
Se eu tivesse percebido que apenas sua voz era bonita e você era um cara tão ridiculo eu não teria ligado, mas minha curiosidade era insana, eu estava louca para ter certeza de que era você na minha frente. E quer saber? sua voz não é tão bonita assim, e criei coragem para te falar isso pessoalmente, que você não tinha uma voz tão bonita, na verdade foi só curiosidade minha.
E quando fui te dizer isso, assim na lata, você não deixou eu sequer falar(como sempre)e me beijou. Pronto, você tem a mania de fazer tudo contrário ao que estou pensando, em me pegar desprevida para eu não saber o que fazer, tem a mania de estragar tudo. E sabe? seu beijo era muito bom, passei a reparar nos beijos dos outros garotos mas o seu era diferente, melhor do que os outros. E assim começou tudo de novo, só que dessa vez eu não iria te beijar de novo e começar segunda briga.
Ah, não consigo, tenho que falar, me desculpe, eu menti a algumas linhas atrás! Sua voz É linda, mais linda do que qualquer outra e por isso não a esqueci e menti também quando te chamei de ridiculo, não é isso, você é lindo (fora algumas manias que me irritam) e principalmente seu beijo é ótimo e não posso mentir de novo, não consigo. Só que não vou ficar repetindo para você não se achar o máximo. Tudo bem, eu lhe dou o segundo beijo, mas só para ter certeza de que ele é bom mesmo e que eu não estava enganada! E depois disso juro que não quero mais te ver e nem te ouvir.
Desculpe, menti de novo. Quero te ver sim e sempre e nem me apareça com mais uma novidade sua que seja ótima, se não vou enlouquecer.

ML

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Clarissa Corrêa.


achei esses dois textos a minha cara:

Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional. Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim.

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Tenho uma particularidade instigante: preciso da solidão. Gosto de pessoas, preciso delas, não sei viver sozinha. Mas sou mimada, preciso quando eu quero. Sou egoísta, gosto de ver televisão sozinha, sem ninguém falando junto. Sou chata, não gosto de dividir banheiro com ninguém. Sou espaçosa, bagunço as minhas coisas. Preciso da solidão pra ler, pra olhar para o teto, pra tirar ponta dupla do cabelo, pra fazer as unhas, pra pensar em tudo, pra fazer nada. Preciso da solidão pra ser eu mesma. Pra fazer alongamento, rir de mim, chorar comigo. Não entendo como tem gente que não abre a janela em dias nublados. Eu adoro janelas abertas, esteja um dia lindo de sol ou um carregamento de nuvens cinzas. Tenho que sentir o ar que vem lá de fora, seja ele qual for. Com seu gosto, cheiro, textura. Falo algumas coisas esquisitas como essa, por exemplo, ar com textura. Conheço cores que ninguém conhece, vejo alguns filmes que grande parte da população acha tosco. Não gosto de deixar as coisas pela metade, mas já deixei...

Clarissa Corrêa

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Anjo.

Mesmo que aquela dúvida a perseguisse ela teimava, desafiava a curiosidade e permanecia parada, imóvel, com medo. O céu parecia não ter fim naquela imensidão escura, onde havia uma estrela brilhando ao longe. Ela olhou para baixo e viu a terra sob seus pés, ela estava muito bem, sentada sob uma nuvem leve e branca, quando institivamente ela se sobressaltou quando viu um avião passando perto dela, louca de curiosidade não só com o avião mas com aquele ser na janela, piscando repetitivas vezes ao fixar os olhos nela.
Por ele ser insistente ela continuou a observa-lo, ela nunca vira nada assim. O homem tem algumas semelhanças com alguns anjos, mas não com aqueles olhos cor de mel fixos e firmes nela. Como se falassem, como se gritassem. Decidiu deixar aquele medo que a sufocava do homem de olhos marcantes de lado e chegar mais perto, tocou no vidro e ele arregalou aqueles que a pouco falavam e com um movimento rápido falou com um outro homem que estava ao seu lado, ele batia na janela de vidro assustado e apontava para ela desordenadamente.
A pequena mabel, sabia que aquilo era muito perigoso e então desapareceu entre as nuvens. Ele porém não se conformava em ser chamado de louco, já que tinha certeza do que o que vira era real, aquela menina com um ar de medo e curiosidade, com uma beleza surreal.
Certa noite olhou para o céu e depois de semicerrar os olhos viu em uma nuvem perto de sua janela, que ela estava deitada com a barriga para baixo os pés balançando no alto e suas asas deitadas sob as costas, com a frágilidade doce de uma criança. Ela sorriu e disse:
- Seus olhos me fizeram voltar, desculpe, não deveria ter feito isso. Não se preocupe, você não está louco.
E desapareceu novamente.

ML

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

pare de ser de menos,

Ele me disse que eu era demais e ele está certo. Sempre fui demais, não para ele, para mim. Sempre falei demais, chorei demais, sorri demais, amei demais e odiei demais. Sempre me amaram demais, mas também me odiaram demais. Sempre ouvi, e não deixei falar, perguntei demais, olhei demais, sempre fui sensivel demais e grossa demais, apaixonante e desapaixonada.
Sempre, sempre, sempre.
Eu sou demais mesmo e deve ser por isso que não admito quem seja de menos. Ah, quer saber? se mostre. Se amostre quando quizer e quando não quizer, pois bem, se cale. Seja várias ou apenas uma, seja louca e deixe que falem que você é louca demais. Os outros estão falando e você está vivendo.
Nada de baixar a cabeça, perder o trem, perder um olhar. Nada de dá bobeira e perder, nada de ter medo de falar, agir, pensar ou ser, que saber? seja. Não, não estou escrevendo um auto-ajuda, eu quero que você seja também, como eu. Pare de se lamentar, amar quem não sabe o que é amor, chorar por quem nem sabe o que é sentir, pare de se pensar no que perdeu ou o que deveria ter feito. Se um dia conseguirem voltar o tempo, ai sim você deve pensar nessas coisas, se não? só pense pra frente, olhe pra frente, seja pra frente.
Alias, não pense, faça. Não diga que vai fazer e não faz, não diga que fez sem ter feito, não coloque ninguém para fazer seu dever de casa. Se nem você se conhece como quer que alguém te conheça? Digo e repito, seja. Quem disse que quero pinturas? quero gente.

ML

domingo, 8 de agosto de 2010

sonhando com a realidade.

E pondo-me a pensar quão bom estavam meus últimos minutos naquele sonho tão lindo, passei a depositar confiança neles, a acreditar que mesmo que meu dia fosse ruim à noite ficaria tudo bem. Apesar de muitas vezes eu não ter sonhos tão bons ou as vezes, nem tê-los. Mas não poderia desanimar, já que o mundo real estava fazendo isso constantemente comigo: me desanimando.
Pode ser tolice minha, mas não gosto do que tenho nas mãos, quero sempre outra coisa, procuro sempre o que não tenho, e quando consigo: PUF, dessisto. E inconformada fico triste porque aquilo que eu queria tanto não tem mais graça nenhuma.
Apesar de ter tido um ótimo sonho, algo no meu subconciente me obrigou a acordar e a retornar a realidade. E agora a música romântica de plano de fundo já havia sumido, mas apesar do lindo garoto não ter sumido, afinal ele era real e dali a três dias eu o veria de novo. As coisas no sonho eram totalmente diferentes. Não o seu rosto desenhado e seus movimentos timidos, mas como ele agia comigo, o que no sonho era totalmente o que eu queria, na realidade ele sequer me conhecia. Mas e se o sonho fosse verdade mesmo, Onde ficaria minha mania de destruir tudo, de dessistir? de desanimar?
Quero mais é novidades, por exemplo, descobrir por que eu sou totalmente tola e fora do comum. Ser romântica só enquanto eu não tenho e depois o encanto se acabar. Gostar mesmo é de olhar e desejar e depois não querer mais. Pode ser medo, pode ser inseguraça, pode ser loucura mesmo. Estou tentando descobrir.

ML

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A vidente.

Sentei de frente para ela, que me observou com um ar de que poderia descobrir tudo da minha vida, em alguns minutos. A mesa tinha várias bugingangas, das quais uma era uma bola de cristal. Minha amiga soluçava de gargalhadas bem na sala ao lado e eu estava me controlando para não fazer o mesmo.
Até que Madame Sophia disse:
- Porque você veio aqui se acha isso tudo tão engraçado Maria Letícia? - E levantou uma das suas sobrancelhas pintadas com lápis de olho preto.
- Como a senhora sabe meu nome?
- Você prencheu uma ficha antes de entrar na sala esqueceu? - Ainda bem que ela respondeu isso, porque eu estava começando a acreditar que ela poderia adivinhar as coisas de verdade.
- Bom, eu e minha amiga, bom... estavamos conversando sobre o assunto e pensamos "porque não"? então, como não tinhamos nada a perder mesmo, aqui estamos.
- E o que você deseja saber?
- Bom madame, não vim aqui saber se vou casar ou se vou ter filhos, não vim aqui saber se meu namorado me ama ou se minhas amigas são falsas comigo, não vim aqui saber se vou passar o resto da minha vida sofrendo, queria apenas saber se vou sorrir hoje, quando sair daqui, mas não apenas por sorrir, queria sorrir de verdade, do fundo da alma sabe? não me importa o que vai acontecer no meu futuro porque se eu souber vai perder toda a mágica dos momentos, se todos soubessem o que vai acontecer daqui a dez anos a vida não teria nenhuma lógica. Por isso que acho que, não querendo lhe ofender, mas acho tolos os que vem aqui perguntar quando ela vai casar ou quando ele vai comprar um carro.
- Bom menina, não se preocupe, você não me ofendeu. Adoro quando pessoas como você chegam aqui. Você não é impulsiva, você pensa antes de fazer e por isso se depara sempre com os dois lados da moeda. Qualquer um poderia pegar o lado "cara" e ir entregar a todo mundo, você não! Pensa se o lado "coroa" também lhe seria útil, se você não iria se arrepender de usar um e não o outro e mais, você não procura dá essa moeda a todos, você tem receio de entregar a qualquer pessoa. - Pensei um pouco e vi que era exatamente assim que eu era e pedi para ela continuar. - Provavelmente alguém especial já te disse isso, que você deveria parar de ter dúvidas porque isso atrapalha tudo na sua vida certo?
- É, me disseram isso e nem faz muito tempo.
- Pois bem. Essas dúvidas que te rodeiam muitas delas não tem respostas e outras tantas tem resposta mas você tem que assinalar entre A,B,C,D e E. Mas sabe Letícia? Não se preocupe tanto com elas. Não fique se martirizando porque não consegue responder, não sofra com isso. Pule a questão! deixe para o final. Talvez você nem precise dela, mas se precisar muito dela responda no últimos minutos que você vai ter que fazer uma escolha rápida e precisa. Não machuque a si mesma. E quer saber? quando você sair daqui hoje, você não vai dá um sorriso desse que você quer tanto dá, alias nem um sorriso só de boca você vai dá hoje.
- Ah Madame, era o que eu precisava saber e ouvir. Muito obrigado, não me arrependi de ter vindo aqui, em nenhum segundo. Aliás, o que era brincadeira se tornou algo a mais.
Realmente, não sorri no final do dia. Apenas pensei um pouco naquelas palavras. "Pular a questão e deixar para o final", isso seria o ideal. Eu deveria parar de machucar a mim mesma e colocar essas dúvidas de lado. Mas a questão é: quando não sou eu que me machuco, as pessoas tendem a fazer isso a mim. A me ferirem, logo eu a tão boba letícia que sozinha, chora por uma critica. Logo eu que sozinha, sofro com as mais bobas criticas que me dirigem. E por mais que eu diga "as criticas não me abalam, me fortalecem" estou apenas enganando a mim mesma, porque elas não só me abalam como me derrubam. Sou assim, frágil e indefessa e as coisas que mais me magoam são as menores mas que vem das pessoas que eu gosto.
Enfim, eu nunca acreditei em videntes e acho que nunca vou acreditar. Mas uma coisa é certa, aprendi uma coisa hoje, melhor eu chorar por pessoas que me magoaram do que chorar por eu ter magoado a mim mesma, porque tenho medo de mais de ficar aqui nesse mundo de loucos sozinha.

ML

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Luz dos Olhos.

Os meus olhos piscavam loucos a procura de uma resposta, mas mesmo que sem lógica parecia que ele estava me provocando e insistia em não demostrar nem um sinal. Decidi controlar a respiração, parar e prestar um pouco mais de atenção, ver o que os olhos dele iriam me responder, se é que eles fariam isso. Se eles não fizessem do lado de lá, não adiantava nada os meus do lado de cá questionarem ou pensarem que se fossem azuis teriam feito algum efeito.
Não adiantava, por mais que os meus gritassem os dele sequer mudava a direção do seu campo de visão, estavam atentos, como os meus, piscavam duas ou três vezes muito rápido para ter certeza de que era verdade e depois voltava o ritmo, tinha uma curiosidade intuitiva e um brilho de encantamento. Decidi seguir até o campo de visão dele para saber o que tanto o interessava e sobressaltando vi que ele estava me olhando de um espelho.
Os meus se arregalaram de surpresa e fiquei boquiaberta alguns instantes não só porque ele era totalmente inteligente a ponto de me observar sem ao menos eu perceber, mas também porque eu vi uma luz naqueles olhos mel encantadoramente lindos. Eles diziam mil coisas e ao mesmo tempo nada, fiquei mais inquieta porque parecia que ele tinha dominio sob os meus e ao mesmo tempo curiosa por querer saber pelo menos alguma coisa que ele pensava, nitidamente ele era muito mais habilidoso do que eu. Ele semi serou aqueles que estavam devorando o meu instinto de curiosidade, era como se ele estivesse seguro do que estava fazendo e piscou.
Pronto, aquilo foi o suficiente para eu esquecer absolutamente tudo o que eu estava pensando e ficar hipnotizada, imobilizada.

ML

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Caio Fernando Abreu

'Certas coisas são tão evidentes, apesar de inexplicáveis, que a gente não pode deixar de acreditar.
Você não viu nada, você nem viu o amor. Que idade você tem, vinte? Tem cara de doze.
Quanto mais não-dita, melhor a paixão.
Não sei o que faço, onde fico: tenho muito medo, mas confio em Deus. E apesar do medo há em mim uma paz enorme que eu chamo de felicidade.
Sei lá. Que o dia amanhece. Que a noite acabe. Que tudo isso termine. Qualquer coisa.
Vê se ri um pouco. Tenho aprendido que tudo tem jeito, o tempo é remédio pra tudo, vivendo e aprendendo.
Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. '

C.F

sábado, 24 de julho de 2010

domingo.

Monotonos, eis a descrição das minhas últimas horas; nada me atrai, me seduz.
Nada faz meu olho brilhar, minhas pernas tremerem, meu pensamento voar para cada minimo detalhe de uma pessoa. Ninguém tem a incrivel capacidade de ser apaixonante, de me deixar confusa, de me deixar timida e incegura.
Ninguém me faz ficar daquela forma que as meninas bobas e apaixonadas ficam, e nem sei se o problema sou eu, talvez seja, talvez não.
Talvez o mundo esteja monotono não eu, talvez esteja assim porque é uma tarde de domingo e não tem nada passando na tv. Talvez, são apenas hipoteses.

ML

quinta-feira, 15 de julho de 2010

ela(s)

Em um cantinho escuro, ela estava reprimida a pensar, a falar, a agir. Ela limitava-se a passar boas maneiras e boas impressões aos outros, mas o que ela não sabia é que eu podia ver além da sua fantasia. Eu claro, não iria espalhar aos quatro quantos do mundo que ela estava vestida com um desfarce, para mim, cada um tem a consiência do que está fazendo e mesmo que não a tenha as consequências ensinam na hora certa.
Certo dia ela sorria, com sua carinha agelical de sempre que deixava até o mais desinteressado homem, interessado. Ela sorria para deixar as crianças felizes, as mulheres admiradas e os homens insanos. Ela finjia como ninguém, com total sarcasmo até nas minimas palavras, mas ela fazia isso tão bem que ninguém sequer percebia.
Ela achava que era linda de mais, admirada de mais, invejada de mais e gostosa de mais. Talvez ela tivesse razão, mesmo o maior perfecionista demorariria algum tempo para achar um defeito nela.
Só que o problema era, o defeito estava onde ninguém podia ver, até podia, se olhassem atentamente. Estava dentro daquele coração partido que se vestia de uma boa moça cheia de fé, estava dentro das veias dela que corriam várias mulheres e meninas que viam a tona na hora apropriada, ela podia esconder por muito tempo, mas alguns momentos ela deixava passar a maldade. Até certo ponto você acreditava, depois você a desvendava. Por isso ela gostava de amizades rápidas, de relacionamentos rápidos, de conversas rápidas, de momentos rápidos, ela gostava de enganar até onde podia, para isso ela não podia amar, porque isso poderia acabar com tudo.
Seu cantinho escuro estava guardado, reprimido, escondido, intacto. Provavelmente nem ela mais sabia quem era.

ML

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Queda livre

Estava a exatamente dois passos, dois miseros passos. O vento muito forte me obrigava a gritar para alguém escutar alguma coisa. Não sei ao certo a distância do chão, mas deveria ser o suficiente, por que meu estômago já estava embrulhando.
Dei os dois últimos passos que restavam, fechei os olhos e saltei.
Com toda a pressão do vento, a adrenalina me fez pensar, que eu iria morrer. Calculei em questões de milésimos de segundos o tempo que havia perdido planejando aqueles instantes como um suicida planega sua morte. E no final, parece que o plano do suicidio deu errado, porque cá estou eu, renovado.
A sensação era de que eu estava lá em cima e meu coração havia pulado sozinho. Que não podia mover mais nada só meu meu sangue, que voava pelas minhas veias.
Pensei que nunca mais teria coragem de saltar novamente, mas não, só tive a sensação de que precisava repetir a dose. Quando senti a terra sob meus pés olhei para o céu e só pensei em como queria fazer aquilo de novo, testar cada orgão do meu corpo, chegar na frente da morte e depois fazer a meia volta. Tinha que fazer de novo, era uma questão de desejo, afinal, sempre fui assim. Sempre gostei do perigo, do que me maltrata, correndo atrás das coisas erradas e gostando das quedas, nunca liguei com as pedras, tão pouco me importei com os tropeços, sequer me preocupei com os riscos. Tenho tendecia de arriscar, de chegar no máximo, de desafiar os olhos, o medo e a mente. Admito que me recuso a medíocridade, gosto das coisas perigosas e quando estas me divertem fico como uma criança que chega de um parque de diversões querendo voltar lá na mesma hora se possivel.

ML

sexta-feira, 9 de julho de 2010

23:17


Linguas e bolas de fogam dançavam no ar, a fumaça da fogueira deixava sua marca em cada fio de cabelo da bela jovem que nem estava prestando atenção em como a lua Cheia estava bonita e muito menos na estrela cadente que brilhava ao atravessar o céu escuro.
Ela estava muito mais interessada em ter os ouvidos bem atentos para não perder nenhuma virgula da história que ela esperava ser contada a dias. E exatamente as 23:17, ela descobriu o que havia escondido atrás de tanto suspsense e mistério e que tanto a pertubava por não desvenda-lo.
Ela era uma vampira, mesmo que ela nunca tenha entendido porque tinha tanta sede de sangue e porque era tão ligeiramente expledorosa, ao lado de um mero mortal. Agora sim, ela podia descansar. Ela não era uma multação, havia várias espalhadas por ali.

ML

largatinha verde.

Esqueci a janela aberta antes de dormir, e quando acordei me deparei com uma largatinha verde descendo da janela para o chão. Ela provavelmente deve ter passado a noite toda se arrastando para chegar ali, mas continuava. Não parava pra descansar, nem olhar para trás.
Me perguntei, instântaneamente por que mesmo com uma capacidade de inteligência bem maior do que a dela, mesmo assim conseguimos ser tão mais fracos. Temos medo de nos rastejarmos ou preguiça mesmo, ou vergonha. Temos muito mais preguiça de fazer isso a noite toda. E mesmo que o façamos no outro dia bem cedo, dessistimos. Somos sempre assim, e não estou falando apenas por mim, mas por todos.
Sou tão grande mas tão mais frágil do que ela. Porque as coisas são assim?
Bom, vou indo, tenho uma longa noite pela frente, fiz amizade com uma certa largatinha verde que me ensinou que só vou conseguir o que quero se focar e ir em frente, independente de quem venha tentar pisar em mim, quem me pegue e me jogue para o começo do caminho ou quem fique colocando o dedo na minha frente para eu ter sempre que aumentar o caminho.

ML

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O intruso.


Quando eu comecei a conhecer garotos eles diziam: com licença, posso entrar? eles batiam na porta antes de entrar, eles pediam por favor para eu seder e obrigado quando eu sedia. Você não. Você é mesmo muito mal educado, abriu as portas do meu coração e nem perguntou nada, foi logo entrando. Você não teve medo e muito menos vergonha, chegou entrou, sentou, tomou um cafezinho e disse: que foi? porque tá me olhando assim?
Você não tem um pingo de educação mesmo. Você não perguntou nada, não enrolou, não ficou preocupado, você sempre foi assim: Chega, faz e pronto, vai embora. E depois vem com aqueles sorrisos maliciosos que me fazem desmoronar e começa tudo de novo.
Por isso que eu te detesto. Logo eu, que sempre quiz as coisas no lugar, ai você vem bagunça tudo, parece que essa é sua mania. Logo eu, que sempre gostei dos homens educados, logo eu que sempre quiz tudo no lugar certo e na hora certa, com você não tenho horários, não tem lugar certo e muito menos palavras certas, você não pensa, você faz, parece que eu sou a razão e você a emoção, ou talvez seja o contrário. Quer saber, não sei nada de você, não só porque você não diz mas porque quando estou com você eu nunca quero saber mesmo.
Parece um louco e ver sua loucura me deixa louca também, como uma doença contagiosa. Tocou,passou e pronto, fico doente também até não estarmos mais juntos, ai minha sanidade volta e meu mundo volta a girar também. Como você consegue? Como consegue sorrir e trazer o céu pra mim? como consegue que eu te ame mesmo sendo tudo que eu mais odeio? como consegue pegar uma estrela como se estivesse pegando uma bola? como consegue bricar como uma criança e sorrir feito um adulto? Como você consegue manipular cada sentimento meu e principalmente fazer eu te querer cada vez mais? Como você consegue fazer tudo tão perfeitamente bem sem nem pensar no que está fazendo?
Vou admitir uma coisa, de tanto entrar sem pedir, fazer sem consultar, abrir o que estava fechado vou acabar ficando louca, como você. E eu detesto a possibilidade de ser como você, de agir como você, tão eternamente mal educado. Mas quer saber? você quem me fez assim, você me transformou. Tão patetico dizer isso, mas eu já mudei, já peguei a tal doença e ela não vai mais sair quando você se afastar. O que vou fazer? me odiar também?
Você é ridiculo e muito patético. Nunca mais faça isso com mais ninguém está ouvindo? Nunca mais entre sem permissão na casa de ninguém. Deixe de ser mal educado e espere ser convidado. Eu sou mesmo uma tola, me deixei levar. Era para eu ter tirado você a pontapés, afinal, eu tenho direito. Ninguém mandou você entrar sem ser convidado mesmo. Meu coração agora depende das suas invasões, das suas chegadas inesperadas, dos seus sorrisos maliciosos, dos seus olhares encantadores, dos seus desvaneios e principalmente dessa falta de educação que eu odeio, mas que amo tanto. Mas por favor, tente ser educado pelo menos na hora de sair, feche a porta para eu não sentir falta, não deixe buracos, não deixe o sofá e nem o café esperando, avise-os que não irá voltar nunca mais. Mas, enquanto isso, venha sempre que puder, do mesmo jeito de sempre.

ML

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Bem vindo ao mundo da maturidade.


As pessoas são bobas, acreditam em um sorriso. As meninas são muito mais bobas, digo das mais novas, quando eles piscam elas acreditam, se um menino jura que não está mentindo elas acreditam, se eles prometem nunca mais fazer elas aceitam, se eles pedem desculpas elas perdoam. A maturidade ensina que o importante não é ter o sorriso mais bonito se ele não vier da alma, ela ensina que passar horas em uma academia não vai te deixar nenhum um pouco mais inteligente, deixar sua bunda grande vai te dar no máximo alto estima. Mas quem ganha muito mais com isso são aqueles que viram para olha-la quando você passa na rua, são aqueles moto táxis que passam o dia olhando as maiores bundas que passam na rua e quando a sua é ideal, eles ganham o dia.
A maturidade ensina que quando você não gosta de alguém, você abusa muito rápido e quando você gosta de alguém você tem sempre finjir que não se importa para ver se alguém se importa com você, você aprende que as pessoas são assim: quanto mais amamos mas elas nos rejeitam e quanto mais rejeitamos mais elas nos aceitam, ela ensina que os melhores homens não existem mesmo que você passe boa parte da sua vida sonhando com uma pessoa ideal, então você tem que se acostumar com as pessoas se você quizer conviver em sociedade. Você aprende que as melhores histórias são as dos filmes, aquelas que te fazem chorar e depois fazem você voltar à realidade. Você descobre que os melhores amigos são aqueles que não te trocam por novos amigos, que não te trocam por pessoas mais ricas e nem por um namorado, eles não te trocam por amigos com carro e não te procuram só quando precisam. Os melhores amigos são aqueles que você pode falar tudo da sua vida para ele e ele nunca vai contar a ninguém, os melhores amigos são aqueles que dizem que você tá errado, são aqueles que te criticam para você melhorar, são os te ensinam com as palavras, são aqueles que você tem liberdade suficiente para falar de qualquer assunto.
Podem dizer que os amigos se fortalecem com o tempo e só com ele aprendemos a ter intimidade, discordo. As melhores pessoas que entraram na minha vida foram as que passaram rápido por ela, as que permaneceram foram me decepcionando e me magoando de tal forma que as vezes é melhor esquece-las. A maturidade ensina que um fim de namoro não é o fim de uma vida, que a eternidade se faz em cada momento bom que você teve e que fica guardado. A maturidade ensina que enquanto você chora os outros riem de você, enquanto você ri os outros pisam em você, enquanto você dessiste os outros passam por cima de você.
A maturidade ensina que as melhores músicas não são as mais animadas e sim as que falam o que você precisa ouvir, a vida lhe ensina que os momentos mais simples são os melhores, dependeno da companhia, claro. A maturidade me ensinou que a vida não vai querer sempre lhe derrubar, apesar de ser nos dia de tristeza que vão vir as melhores histórias, ela mostra que se você quizer você pode sorrir muito mais do que chorar, basta saber lutar. A maturidade ensina que nem tudo que você quer, você consegue, nem tudo que você quer é o melhor e principalmente nem tudo que você quer é essencial.
Com os obtáculos você aprende que você não vai conseguir arrumar um emprego de primeira, que seu melhor amigo pode ser seu chefe, que você pode conquistar muitas coisas ou talvez nada. Com a maturidade você percebe que ou você estuda ou você estuda, ou você trabalha ou você trabalha, ou você cresce na vida ou você se torna um fracasso, você percebe que as vezes o seu sonho pode te levar ao fim do túnel ou te levar ao topo. Você aprende que as pessoas vão te julgar sem te conhecer e mais ainda quando te conhecerem, e não importa onde você vá sempre vai haver alguém para te odiar e alguém para te amar.
Eu aprendi que não existe amor sem conquista, não existe amizade sem desafio, não existe família sem briga, não existe trabalho sem esforço, não existe conquista sem luta, não existe carinho sem comprensão. Aprendi também que existe sorriso sem dentes, existe visão sem olhar, existe afeto sem toque, existe amor verdadeiro mas não amor eterno, aprendi que os melhores sonhos são quando você está acordado, que as mais bobas palavras se transformam nos melhores textos e finalmente aprendi que não aprendi nada ainda e estou bem longe da maturidade. E, bem, estava errada quando disse que as meninas mais novas são mais bobas, todos nós somos.

ML

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Olhos Fechados.

Meus pequenos e bobos problemas fazem descer algumas lágrimas e o vermelho dos meus olhos responde a quem vê. Fechar os olhos, as vezes tranquiliza, as vezes ameniza a dor, o que precisamos as vezes, é apenas deixa-los fechados. As vezes nem é o que queremos, mas as lágrimas obrigam-nos a isso.
As pessoas falam muito, pensam muito, justificam mais ainda, mas principalmente olham demais, criticam o olhar, elogiam ele também. Os olhos abrem uma janela aqui e outra ali, os olhos mostram a parte boa ou ruim do mundo, depende de qual você queira ver, eles te fazem admirar as pessoas que você ama, eles fazem você se apaixonar, fazem você criticar, fazem você se envolver, eles te fazem andar no caminho certo, ter mais segurança, dão confiança aos seus instintos e sentidos.
Sabe, o mundo seria melhor se todos estivessem de olhos fechados, os sons passariam a ter um significado muito maior, o tato seria o auxilio de todos, os homens não olhariam uma mulher, sentiriam seu cheiro, desenhariam seu rosto dependendo de cada palavra que ela falasse, as mulheres ouviriam seu homem, e veriam a maturidade dele e não iriam se apaixonar pela beleza, as conversas durariam mais, aquela troca de olhares de quando dois belos jovens se conhecem não existiria, mas em compensação tudo iria ser mais bonito. O mundo seria desenhado e aperfeiçoado e não pisado, as coisas poderiam ser bem melhores se derrepente todos ficassem cegos, e passasem a admirar as pequenas coisas, sorrir pelas coisas mais insignificantes, deixar de lado as coisas fúteis e perceber que não importa o que seja tudo é importante, automaticamente as tristezas bobas iriam passar, as magoas iriam passar, as coisas sem nexo, iriam passar, a beleza estaria dentro de cada um e não em um rostinho bonito (confesso que muitos não iriam gostar dessa ideia e tantos outros iriam deixar de ser galanteadores e passariam a ser nada, pois é isso que tem dentro de si). Tente fechar seus olhos, por um tempo.
Tente andar com eles fechados, tente admirar uma pessoa, de olhos fechados, tente amar, de olhos fechados, tente ouvir, de olhos fechados, tente comer, de olhos fechados, tente acariciar e receber carinho de olhos fechados, tente não tropeçar de olhos fechados, tente ver a beleza dos sons, de olhos fechados, tente admirar as mais inimagináveis coisas, de olhos fechados.
No começo, admito que é muito estranho. Você está totalmente dependente deles, você gira ao redor dos seus olhos, você acha que eles são sua base, mas com o tempo, você se acostuma. Como eu me acostumei e como todo mundo tem que se acostumar com as pancadas da vida. Se cair, levante-se. Os outros vão rir de você sabia? eles vão zombar de você, vão te ferir, você vai procurar alguém para te ajudar, mas é tudo tão dificil estando de olhos fechados. Mas você irá aprender, você irá se acostumar.
Não estou mentindo, eu me acostumei, mas não porque eu quiz fazer isso, pois mesmo com uma vida de olhos abertos, tive que deixa-los fechados. Minha mãe me disse que eles estão abertos, nesse instante, mas eu não consigo enchergar, deve haver alguma coisa errada, porque parece que agora eles vão ficar eternamente fechados.

ML

quarta-feira, 23 de junho de 2010

o silêncio dos livros.

Eis que ali estavam eles, implorando por mãos, olhos atentos, sorrisos e também seriedade, eles queriam entusiasmo, amor, paixão, arregalar de olhos, silêncio. Queriam suspense, curiosidade, dúvida, encanto. Queriam passar o melhor deles, queriam encantar mais ainda, queriam admirar sem que o outro percebece e principalmente ser admirados, mas fazia um tempo que não viam isso, infelizmente foram deixados e percebi isso justo na quarta-feira inpiração para uns, meio da semana para outros.
Não, não estou falando dos meus olhos. Eles eram livros, aqueles que não podem falar mas falam muita coisa.

ML

Fim do túnel.

Que engraçado, eu já sabia que as pessoas mentiam. Que elas enganavam, manipulavam e se disfarçavam. Mesmo assim acreditei em um sorriso, ele era bem claro e calmo e isso me deixou sem sobra de dúvidas.
Sempre há uma luz no fim do túnel, disse ele. Então não tenha medo, quando você menos esperar a luz aparecerá, mas antes faça as melhores coisas que você tem para fazer!
Só que as melhores coisas as quais ele me propós não eram as melhores, mas naquele momento eram, e muito. Enfim, acabei chegando no fim e não encontrei a luz como ele disse, era tudo escuro.

ML

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Amelie.

Ah, a tranquilidade de um dia calmo. Sem supeitas do que viria no final do dia, de manhã bem cedo ela estava deitada na rede lendo um bom livro e enrolada em seu lençol. O vento era forte e frio, balançava as folhas das árvores e dava uma vontade de dormir! Foi o que Amelie fez, foi viajar por um mundo, que nem ela mesma conhecia.
Não haviam montros, nem aventuras inimáginaveis. Era uma sala branca, lá no final ela via um pontinho preto, e foi andando e andando para alcançar ele!
Só que quanto mais ela andava e cansava mais longe parecia do ponto. A curiosidade estava ficando cada vez mais eminente e ela decidiu começar a correr. Mas ela nunca conseguia chegar. Foi ai que ela sentou e as horas começaram a passar e ela começou a deitar e cochilar.
- Amelie, acorde! Amelie?




- Amelieeee?
















- Ameliee?
Ela acordou e viu que era um homem, que parecia ser um pouco mais velho que ela, tinha os cabelos pretos bem lisos, usava um óculos redondo, estava com uma calça jeans bem largada e uma camisa branca.
- Quem é você? - falou meio tonta.
Mas ele nem sequer pode responder, porque ela acordou, agora de verdade, do sonho. Ela levantou, era por volta do meio dia. Tomou um banho, almoçou e esperou o resto do tempo passar, mas já estava ficando entediada no fim da tarde. Só que alguém bateu na sua porta, era um homem, que parecia ser um pouco mais velho que ela, tinha os cabelos pretos bem lisos, usava um óculos redondo, estava com uma calça jeans bem largada e uma camisa branca. Ou ela estava tendo um deja vú, ou seu sonho estava acontecendo.
- Amelieee?
Ele falou com a mesma voz do sonho. Suave, mas ao mesmo tempo urgente.
- Quem é você?
- Sou seu novo vizinho, minha mãe me obrigou a vir aqui na verdade, conhecer os vizinhos e mandou te entregar isso.- Era um bolo de chocolate.
- Ah! como é seu nome mesmo ?
- Davi, mas pode me chamar de D.
- OK, D. vamos entrar para comer esse bolo?
Seu novo vizinho, não era um sonho, era real,era o pontinho preto lá longe, se tornou seu melhor amigo e confidente. Se tornou seu companheiro, seu abrigo, seu tesouro e por fim, seu namorado. Claro, essa é só uma incrivel conhecidencia do destino, ou não.

ML

quarta-feira, 2 de junho de 2010

10:51

Percebi, mesmo que eu tenha feito isso depois de um tempo, que a múltipla face de um sorriso se torna muito mais divertida do que um sorriso instântaneo e falso. Por isso as pessoas acham outras tão antipaticas, caladas, mal humoradas ou podem até justificar pela timidez.
Eu não, gosto do sorriso malicioso daqueles meninos que estão sentados conversando com os amigos, em uma mesinha qualquer, gosto daquele sorrisinho bobo da mãe olhando para o seu filho, gosto daquela gargalhada de duas amigas sentadas na varanda conversando sobre todos os assuntos possiveis, gosto daquela risadinha engraçada e totalmente alta naquele lugar totalmente silêncioso.
Mas tenho que admitir que não gosto nenhum pouco daquele sorriso de canto, do tipo "tenho que sorrir, por educação", pior ainda aquele "odeio essa menina" mas continua com aquele sorrisinho forçado, detesto aqueles que sorriem para todo mundo e não conseguem sequer sorrir para si mesmo.
Que ilógico, mas o melhor sorriso é você acordar as 10:51, em plena segunda-feira, e ver seu cachorro deitado no meio das suas pernas, ali o mais doce sorriso é tão óbvio como o de uma criança, são desses que eu mais gosto.

ML

terça-feira, 1 de junho de 2010

Como antigamente.

Quão belo era o nervosismo de tocar na mão da sua doce amada, tão inocente e pura. Mais belo era as bochechas dela corando quando ele fazia isso. Aqueles doces olhares de menina, se tornaram maliciosos, pensados e estudados. Queria saber o que é o belo de hoje, ou não.
Junto desses romances de fachada, a nostagia ataca aquela que esconde seus sentimentos para não ser debochada. O silêncio do seu romantismo se perde no tempo! Quem sabe, um dia, achemos belo a vulgaridade, hoje não. E fique claro que eu falo por mim.

ML

Máscaras.

Embaixo das roupas, escondidas com o maior cuidado possível, lá estavam elas. Encontrava-se das mais bonitas a mais feias, de todos os tipos, usava de acordo com o meu humor, mas nunca saia de casa sem elas.
Só que um dia você cansa de tantas máscaras, abusa de algumas e tem medo de outras. Um dia você só quer usar uma, mas não sabe qual delas é você mesma, você não sabe quem sustenta seu edificio e acaba descobrindo que perdeu sua essência por alguma rua dessas, e não há mais como achar.

ML

A vizinha do lado.

Embaixo daqueles cobertores grossos, fugindo do mundo que a cercava,o vento frio era sua única companhia no quarto totalmente silêncioso. Engraçado como ela poderia ser tudo e ter tudo nas mãos, na hora que quizesse, mas agora ela só queria seu ursinho.
Suas mãos delicadas impediam que um rio decesse por seus olhos e chegassem ao queixo. Logo ela, tão perfeitamente perfeita, tão automáticamente linda, tão miserávelmente triste. Tão intacta, tão monotona, tão gélida, tão branca.
Haviam tristezas que fujiam e minutos depois voltavam e deslaceravam seu coração, havia alegrias que coriam e não voltavam mais, havia lembranças que mesmo com esforço para que não fossem esquecidas, desapareciam como fumaça.
Tenho pena dela, coitadinha, tão confiante de que a câmera e os personagens de suas novelas fossem tapar os buracos da sua realidade, tão convencida de que os problemas dela não eram nada.
Costumava olha-la da minha janela, parecia até feliz, quando não estava sozinha.

ML

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O perdão

E mais uma manhã se passava em um dos colégios da cidade de Santa Catarina, no intervalo de uma aula para outra todos conversavam e davam suas gargalhadas quando em uma fração de segundo começou uma briga que trouxe consequências.
Pelo que me disseram João, estava estudando e Pedro e seus amigos decidiram bagunçar com ele, como João era muito cabeça quente não perdoou quando Pedro rasgou todo seu livro e partiu para cima dele antes mesmo que alguém pudesse perceber que aquilo era uma briga. Eles estavam rolando pelo chão e se batendo quando os amigos de Pedro seguraram eles para tentar amenizar a briga. Eles já tinham suas desavenças por terem sido grandes amigos desde a infância e terem deixado de ser falar quando João passou a namorar com a ex de Pedro, que trocou-o por ele. A coordenadora veio as pressas e levou os dois a sua sala, eles não conseguiam se entender e gritavam um dizendo que ia matar o outro, os dois estavam muito irritados, parecia que estavam engasgados desde o tempo em que deixaram de ser amigos e decidiram soltar tudo naquele instante. Então a coordenadora pediu para que eles fossem para casa, suspendeu cada um por 3 dias, o que ela achou que seria tempo suficiente para ficarem calmos e voltarem ao colégio, ela disse:
- Daqui a três dias, antes de entrarem na sala, venham os dois aqui e muito mais calmos quero ve-los pedindo PERDÃO um ao outro, não porque eu estou pedindo, mas peço que o façam de coração.
Eles foram para suas devidas casas e três dias depois entraram na sala sem sequer olhar um para o outro. A raiva deles é era eminente no rosto de cada um. A diretora assim falou:
- João e Pedro, vocês eram grandes amigos, fazem parte desta instituição desde o começo dos estudos, eu vi vocês crescerem, vi vocês brigarem e fazerem as pazes, vi o vinculo de amizade de vocês. Claro que amigos tem suas desavenças, mas está briga passou dos limites, vocês tem que perdoar um ao outro e voltarem a ser os grandes amigos que eram!
Depois de um minuto de silêncio, Pedro foi o primeiro a falar.
- Desculpe-me diretora, mas eu não vejo nenhum grande amigo meu dentro desta sala. Se um dia existiu essa amizade foi por que eu era muito cego, não vi que o interesse dele era roubar minha namorada que eu tanto amava, e amo, e que ele mais do que ninguém sabia disso e mesmo assim tirou-a de mim. Então não há como perdoar.
- Que pena que você não tem justificativas suficientes, por que o único motivo dela ter terminado com você, foi suas ações, e não por eu ter roubado ela de você. Mas, já que você está dando a última palavra, não vou contrariar, não há como perdoar.
A diretora se entristeceu, não havia mais nada a fazer. Deixou eles em turmas diferentes para evitar desavenças e assim se seguiu por um bom tempo.
Depois das férias de Junho, os amigos começaram a sentir falta da presença de João, ele não frequentava mais as aulas e todos acreditavam que ele havia dessistido, sua namorada quase não aparecia nas aulas, e quando aparecia estava muito pertubada e saia a maioria das vezes no meio das aulas para atender o telefone. Ela não dizia a ninguém o que estava acontecendo com ele, na verdade ela dizia que eles não estavam se vendo mais. A curiosidade despertou em todos, inclusive em Pedro, que achou que ele havia deixado de frequentar as aulas por causa da briga deles. 2 meses depois do seu desaparecimento, seus pais apareceram no colégio. E na hora do intervalo estavam em cima do palco de apresentações com um microfone, esperando a atenção de todos que se calaram para ouvir.
- Bom dia a todos, nós somos Luiz Carlos e Eduarda, os pais de João Oliveira de Menezes, da turma do 3º ano. E viemos aqui para esclarecer o motivo das faltas do nosso filho. - ele respirou fundo e continuou - João está com leucemia.
Todos ficaram boqueabertos, começaram a susurrar e era percepitivel que a voz do pai havia se enfraquecido. Mas, ele continuou.
- Não venho aqui porque todos estavam curiosos para saber o motivo das faltas, venho aqui pedir um apelo a todos. Meu filho está sofrendo de uma doença, que pode acontecer com qualquer um de vocês, e ele precisa da doação de sangue. E principalmente, doação de medula, já que está é muito mais rara de ser compativel, então quanto mais pessoas fizerem sua doação, mas chances temos de ver o João curado.
O pai terminou seu discurso e a mãe já estava aos prantos quando eles foram embora. Aquela noticia tinha afetado todos, mas principalmente Pedro.
Este foi para casa e pensou muito, ele sabia que o menino que agora estava deitado em uma cama de hospital era a pessoa que ele mais tinha raiva na vida, ele sabia que a um tempo atrás ele havia dito "não há como perdoar" e agora a mesma pessoa precisava dele. Derrepente ele começou a ficar com raiva, muita raiva. Falou sozinho em voz alta "Como sempre, o João sempre sai como o coitadinho da história, eu não vou ajudar ele acoisa nenhum, tenho certeza que ele não faria o mesmo por mim."
Só que com o tempo, seu coração foi ficando apertado, ele via as pessoas comentando sob o estado de saúde do seu Ex melhor amigo, ele ouvia todos os seus atuais amigos aconselhando para que ele fosse lá, muitas pessoas haviam doado mas não encontraram uma medula compativel, ele estava cada vez mais fraco. Pedro começou a lembrar de todos os momentos deles juntos, lembrou das peladas, dos jogos de video game, das conversas, das garotas, lembrou de como eles cresceram juntos e como a amizade deles acabou como um piscar de olhos, mesmo sabendo que ele jurou que nunca mais falaria com ele, e tinha certeza que não iria precisar dele nunca mais, ele se senibilizou pois sabia que não era necessário apenas fazer a doação, antes disso ele precisava perdoar, não só da boca para fora, mas de coração. Ele sabia que aquele perdão era muito importante para ele, então decidiu ir ao hospital, em um horário que não houvesse ninguém.
E lá estava ele, dormindo, muito pálido e magro, com a cabeça raspada, com olhos fundos e com um aspecto totalmente diferente daquele João com vida que ele conhecia a tempos atrás. Pedro estava em total silêncio, mas João sentiu sua presença e abriu os olhos vagarosamente. Pedro foi dá a meia volta para sair do quarto, mas foi interrompido.
- NÃO!- era um grito fraco. Ele o olhou, e seus olhos gritavam por socorro, seus olhos estavam sem vida e cheios de lágrima.- Por favor meu grande amigo, não me abandone. Estas podem ser minhas últimas horas de vida, mas não quero partir sem receber seu perdão. Eu estava esperando você vir, e cheguei a passar noites em claro com remorso e pensando que você não viria, mas você veio! Quero lhe pedir perdão! Já terminei meu namoro com a Clara, a sua menina, a que você tanto ama está livre para você. Quero que você me desculpe por ter roubo ela de você, não posso partir se você não falar que me perdoa.
- Pare com isso, você não vai morrer!! Eu estou aqui para lhe perdoar e lhe pedir perdão, é uma pena que façamos isso apenas agora, é uma pena ter perdido tempo com essa briga inútil. Eu a amo sim, mas você ama muito mais. E nós somos tão amigos que nos apaixonamos pela mesma garota não é? Você é meu grande amigo, sempre foi e sempre será.
E na calada da noite um abraço trouxe um sorriso a quem não sorria a muito tempo, trouxe afeto, trouxe companherismo, trouxe de volta uma verdadeira amizade. E nos dias que se seguiram foi descoberto que apenas Pedro poderia doar medula para João, pois ele era o único doador compativel, mas o corpo de João rejeitou a medula e com alguns meses depois ele faleceu.
Alguém pode dizer que é conhecidencia ou o destino. Eu acredito que só a uma resposta para isso: DEUS. Ele soube exatamente o que fez, antes que aquele menino chorasse o resto da sua vida com arrependimento. O rancor não nos leva a lugar nenhum, sei que não é fácil desculpar alguém que lhe fez o mal, mas quando o perdão é de coração, ele é totalmente nobre. Não leve pequenos brigas tão a serio, você não sabe o dia de amanhã e pode se arrepender pelo resto da vida.
Meu nome é Clara, fui o motivo da briga desses dois grandes amigos. Tenho 29 anos, sou casada com o Pedro a 10 e nos dois sentimos que nosso amor é tão grande e mágico por um único e exclusivo motivo, nos temos um anjo, que olha por nos e sempre olhará. Essa é a nossa certeza.

domingo, 23 de maio de 2010

23, oito dias para o fim do mês.


Pensei em o que rima com nostalgia. Pode ser calmaria, ou qualquer palavra que termine com ia.
Domingo, eu poderia fazer qualquer coisa mas não estava fazendo nada. O telefone não tocou, ninguém perguntou como eu estava. Mas eu não estava bem. Holanda, Amsterdã, realmente o que toda garota de 18 anos quer, sozinha, em um barco, com uma bicicleta para passear, fotos para lembrar do que passou, sorrisos, que se desmancham com o tempo, que se apagam nas fotos antigas. Confesso que um bom jogo de xadrez com alguém seria apropriado agora, ou não. Talvez eu só precise rever meus velhos hábitos e deixar de lado essa nostalgia, essa preguiça e talvez quem sabe esse tédio fosse embora.
Ascendo meu charuto, a fumaça se espalha pelo barco e depois que sai pelas janelas vai desaparecendo na imensidão das ruas. Alguém que passa, pode até acreditar que estou rodeada de amigos fumando e me embriagando nessa noite escura e sem estrelas.
Mas estou sozinha, eu e essas tristezas que me rodeiam, me abatem e me derrubam. Chegam sem motivo e perfuram minha alma. Me comparo com uma daquelas lutas em que aqueles homens muito gordos usam umas tanguinhas, enfim, em que eu sou uma pequena menina com 50 kilos contra um homem de 200. E se eu começar a chorar e implorar para que ele se quer se aproxime de mim, ele não iria poder nem entender qual o motivo que me levou aquela luta se não tinha coragem de lutar. O problema é que eu sou fraca demais.
E sem saber o motivo da minha tristeza, vou dormir. Acordo melhor, nem lembro que chorei e principalmente o motivo. Limpo meu rosto, todo o lápis preto que ficou embaixo dos meus olhos, lavo o rosto e saio andando na minha bicicleta, bem devagar seguindo pela rua, pelo dia 24, agora só faltam sete.

ML

sábado, 22 de maio de 2010

infinitas pulsações.

Meu sangue corria muito mais rápido do que de costume, me olhei umas cem vezes antes de sair de casa, parecia uma boba! meu coração acelerou tanto, que tive que implorar para que ele parece. Afinal estava começando a ficar realmente e extremamente nervosa, apesar de não poder demonstrar isso.
Estava meia hora atrasada, o ambiente não era como nos filmes românticos, ele não estava vestido com um daqueles rostos de galãs de cinema, estava apenas com um boné virado para trás e tomando sua cerveja como de costume. Mas quando ele me viu, parecia que tinha entrado nos meus sonhos, seu sorriso poderia não ser perfeito, mas era ideal. Respirei fundo, quando me faltou o ar. Tinha me esquecido de respirar por alguns instantes. Pensei para que mesmo respirar se ele estava bem ali na minha frente.
Ele se levantou e com ele meu coração saltou como se eu estivesse em plena queda livre, parecia muito mais do que emoção, era adrenalina. Se aproximou, olhou nos meus olhos e foi então que percebi que ele era o que eu precisava, tinha até vergonha de me aproximar já que meu coração podia me denunciar a qualquer momento.
- Minha linda! - foi o que ele disse. E me beijou.

ML